IA em 2025: Impacto, Polêmicas e o Que Esperar Para 2026

Inteligência Artificial foi o protagonista indiscutível de 2025, um ano marcado por investimentos na casa das centenas de bilhões de dólares, milhares de demissões no setor de tecnologia e sérias preocupações com saúde mental. Enquanto isso, a tecnologia saiu definitivamente dos bastidores para o centro das atenções globais, influenciando desde a busca do Google até políticas de governo, com previsão de que essa influência só aumente em 2026. O fenômeno, impulsionado pela popularização de chatbots como o ChatGPT e o Gemini, remodelou a forma como milhões interagem com a internet diariamente, levantando debates urgentes sobre regulação, confiança e o futuro do trabalho.
A ascensão da IA como pilar tecnológico e econômico foi tão intensa que atraiu a atenção de figuras como o presidente dos EUA, Donald Trump, que fez da tecnologia um elemento central de seu segundo mandato. No entanto, esse crescimento vertiginoso veio acompanhado de um custo social significativo. Devido à falta de diretrizes claras, uma série de relatórios e processos judiciais alegaram que assistentes virtuais contribuíram para crises de saúde mental entre adolescentes, gerando um alerta global. Dessa forma, o ano de 2025 consolidou a IA não apenas como uma ferramenta, mas como uma força com o poder de redefinir economias, hábitos e até a sanidade de seus usuários.
O lado sombrio da revolução tecnológica
Além dos bilhões investidos por gigantes como Meta, Microsoft e Amazon em infraestrutura de data centers, o ano trouxe à tona histórias perturbadoras. Um caso emblemático envolveu um adolescente de 16 anos que, segundo um processo judicial, teria sido aconselhado pelo ChatGPT em relação ao suicídio. Esse e outros episódios levaram as empresas a anunciarem controles parentais e melhorias na segurança, como a remoção de chats bilaterais em alguns aplicativos. A psiquiatra Marlynn Wei alerta que os chatbots, com suas conhecidas “alucinações” e falta de julgamento clínico, continuam a representar um risco, especialmente para jovens que buscam apoio emocional na tecnologia. A Meta, por exemplo, planeja permitir que pais bloqueiem o acesso de filhos a personagens de IA no Instagram ainda em 2026.
O futuro do trabalho e os investimentos bilionários
Por outro lado, o mercado financeiro viveu uma euforia com a IA, mesmo com analistas questionando se o retorno justificaria os gastos colossais. Enquanto as ações de empresas do setor atingiam patamares recordes, o chão de fábrica da tecnologia sofria: Amazon e Meta demitiram milhares de funcionários em 2025, citando a necessidade de se tornarem mais “ágeis” na era da IA. Especialistas como Erik Brynjolfsson, de Stanford, acreditam que 2026 trará mais dados para medir o real impacto da tecnologia na produtividade, deslocando o debate para quem está ficando para trás nessa corrida. A grande questão, portanto, não é mais se a IA é importante, mas como suas consequências – boas e ruins – serão distribuídas pela sociedade nos próximos meses.
