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Google Alerta: Otimizar Conteúdo para IA Piora SEO, Diz Gigante

Google emitiu, em janeiro de 2026, um alerta direto a editores e profissionais de marketing digital no Brasil. O alvo é uma prática batizada de “content chunking” ou “fragmentação de conteúdo”, que otimiza artigos para sistemas de inteligência artificial e não para leitores humanos. O aviso veio dos principais especialistas em busca da empresa, que consideram a técnica ineficaz e até prejudicial para o ranqueamento. Enquanto isso, a corrida por posicionamento no buscador continua acirrada, o que torna o direcionamento uma orientação crucial para quem produz conteúdo na web.

A técnica consiste em quebrar textos em parágrafos extremamente curtos e usar uma profusão de subtítulos, muitas vezes em formato de pergunta, para imitar prompts de chatbot. A ideia, que ganhou força nos últimos tempos, era a de que IAs como o Gemini prefeririam consumir informação em pedaços pequenos, o que poderia levar a citações ou resumos. No entanto, o Google foi categórico ao afirmar que não usa tais sinais para determinar o posicionamento nos resultados de busca. Dessa forma, a empresa reforça seu princípio mais antigo: o conteúdo deve ser feito para pessoas de verdade.

Em um episódio recente do podcast “Search Off the Record”, os especialistas John Mueller e Danny Sullivan abordaram o tema diretamente. Sullivan afirmou ter verificado com os engenheiros da empresa antes de declarar que “não queremos que você faça isso”. Ele explicou que, apesar de os modelos de linguagem poderem consumir conteúdo de formas diferentes, o Google Search ainda prioriza sinais ligados ao comportamento real do usuário. Portanto, o que as pessoas clicam e como interagem com as páginas continua sendo o fator principal, e não uma formatação artificial para máquinas.

O Risco de Esquecer o Leitor Humano

O alerta do Google revela uma preocupação maior dentro da empresa: o medo dos editores de ficarem para trás em uma web dominada por IA está levando a otimizações de curto prazo e potencialmente danosas. Segundo Sullivan, otimizar para máquinas em vez de leitores gera páginas que soam artificiais e são menos úteis, o que pode, com o tempo, prejudicar a visibilidade do site. A busca por atalhos pode, portanto, produzir o efeito contrário ao desejado, afastando o público e minando a autoridade do conteúdo perante os algoritmos.

Para a comunidade de SEO e criadores de conteúdo no Brasil, a mensagem final é clara. Apesar da tentação de seguir tendências impulsionadas pelo pânico, o caminho mais confiável para um bom desempenho na busca ainda é aquele focado na experiência humana. Escrever com clareza, usar uma estrutura lógica e oferecer utilidade genuína permanecem como pilares centrais. Em outras palavras, em 2026, a melhor otimização ainda é aquela que serve ao seu leitor, e não ao robô.

Adriano Ladislau

Adriano é Mercadólogo, Publicitário, Professor e Podcaster. Atua há mais de 10 anos escrevendo conteúdo especializado em cultura geek e, paralelamente, desenvolveu uma carreira sólida no marketing, com foco em análise de dados e campanhas criativas. Já liderou equipes, negociou parcerias com grandes marcas e hoje ensina novos profissionais a navegar nesse universo com conteúdo direto, prático e bem-humorado. Quando não está cuidando do Santuário Geek ou do seu grupo no Telegram, provavelmente está ouvindo Queen ou maratonando um clássico do gênero Tokusatsu.

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